segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Manifesto Proletário

  
  A nação para perplexa.
 Os trabalhadores guerreiam na grande selva de pedra. 
Oh Brasil, pátria amada? Talvez, diz o proletário exaurido 
de tanto gastar suas forças para gerar capital; 
enquanto isso a burguesia enriquece em cima da mais valia.
 Somos guerreiros, amamos a pátria, sim!!!
 Mas os carrascos se corromperam no planalto 
e as armas da nossa milícia é o manifesto.


Será os votos nulos uma resposta? 

Ou talvez protestos seguidos de quebradeira?
 Brasil, o escárnio da humanidade; 
escarnecem de nós os países do exterior. 
E a vergonha é companheira do nosso dia a dia.
 País de poucos ricos e muitos pobres. 


Culpamos a quem? 

Ao bicho-homem; animal racional,
 porém mais sagaz que um leão na caça. 
Resta a nós clamar aos céus por causa da desgraça...
 buscando talvez um pouco de graça. 

"Manifesto Proletário"  17/10/2016 Gabriel Meiller Nunes 


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Uma cidade para o cidadão

Ao observar a construção ou o crescimento das grandes cidades, percebemos que os governos de uma forma geral, não se preocupam em distribuir o espaço a favor da qualidade de vida das pessoas.As grandes obras têm sempre como foco a infraestrutura que na maioria favorece empresas, outras são habitação e saúde, mas não espaços de uso coletivo para lazer ou cultura, nas habitações populares simplesmente não existe uma quadra poliesportiva, uma praça para prática de esportes como skate, bicicleta, patins nem mesmo um lugar onde se possa comer.                                                 
Transformar o espaço sem levar em consideração a história e a qualidade de vida da população local, implica em várias consequências sociais; uma ação a favor de um setor gera vários outros impactos que não são levados em conta pelas políticas públicas. A grande questão a ser discutida é que apenas trabalhar para conseguir certo padrão de vida estipulado pelo consumismo,  não está atrelada a felicidade. Lazer e a cultura são importantes, não devemos associar a felicidade apenas aos bens materiais, mas ao bem estar e o bem fazer. Para isso precisamos proporcionar uma cidade onde  as pessoas façam parte e que possam usar o espaço a favor delas, que elas se conheçam e tenham algo em comum.                                                                                                                              
A simples falta de tempo livre e um lugar onde passar esse tempo, pode implicar em doenças físicas e mentais afetando as famílias e o local onde vivem. Há iniciativas de mudar essa realidade acontecendo, como na cidade de São Paulo, por exemplo, mas acredito que ainda é um movimento isolado que deve ser multiplicado. As cidades deveriam ser, em primeiro lugar, dos cidadãos e o espaço deveria estar a seu favor e a sua qualidade de vida. Mas o que vemos acontecer é exatamente o contrário, as pessoas estão cada vez mais reféns de suas casas, impedidas de varias ações em praças e parques, usam até mesmo a arquitetura contra a população. Os governos que deveriam criar politicas a favor da maioria, continuam a favorecer aqueles que investem em suas campanhas e não naqueles que dão os seus votos.  

"Uma cidade para o cidadão"  22/06/2016 Luis Thadeu Z. Tavares

Conflitante mente divagante

Como é bem humano sermos humanos. 
Humanidade, sinônimo de erro; cheia de vaidade.
Somos todos seres errantes e mega variantes.
Deveras extravagantes, no ato de andar
como gigantes, de modo assaz errante.

Sonhamos em ser romanos, ao menos um pouco
menos humanos, mas dominantes e imperiosos.
Somos escravos em nossa própria liberdade, livre arbítrio
ou coisa do tipo. 

Soberania divina? "Apenas a nossa!" exclama nosso ego inflado. 
Porém estupefato diante das fraquezas que nos dilaceram e 
nos conduzem à sepultura e ao sheol dos dias atuais. 
Com o passar do tempo e a razão estapafúrdia, martelando
em nossas mentes, clima gélido e pragmático... clama o grito
da razão: "Sou pó; nada mais, porém nada a menos!"

"Conflitante mente divagante"  22/06/2016 -  Gabriel Meiller Nunes

Zona de conforto


         É bem verdade que a gente se acostuma com o que nos acontece no nosso dia-a-dia e acabamos aceitando mesmo o que nos deixa insatisfeitos por conta do comodismo e medo de assumir novos desafios que nem sempre podem ser o melhor para nós.
O novo pode parecer assustador, por conta do medo que atribuímos pelo o que pode estar por vir, mas além de assustador, o novo também pode trazer uma sensação de luto  num processo de mudança.
Toda mudança traz muita alteração na vida das pessoas, que pode ser um pouco desconfortante no início, mas vale lembrar que as mudanças além de bem-vindas, são também necessárias para uma vida saudável e feliz. 
Embora o medo seja da natureza humana, vale a pena desafia-la, para termos a chance de nos reinventar. Sendo assim, colocar o medo à frente de nossos sonhos, pode ser um dos grandes obstáculos para as mudanças acontecerem. Por nos trazer a sensação de segurança; e a mudança o medo.  
Sair da zona de conforto pode parecer mais difícil do que imaginamos, por que além de ter que vencer o medo, ainda tem que carregar as lembranças e costumes do dia-dia que pode resultar numa sensação de luto. Se desligar de nossos hábitos, pode levar um pouco tempo, e preciso  nos programar novamente, como dar um apague em tudo que fazíamos e repensar no que vamos fazer. Mesmo com tantas dificuldades a serem vencidas, toda mudança é benéfica, mesmo ela não atendendo as nossas expectativas. Mas teremos a consciência que tentamos fazer algo por nós, e, além disso, aprender que temos que estar abertos a mudanças.

"Zona de Conforto" - Emilene de Moura Jeremias  - 22/06/2016  




Poema Matemático

Quando Pitágoras inventou seu Teorema

Não pensou em Matemática

Pensou em números

A Civilização o reconheceu no mundo antigo

Bem como no Renascimento




Quando Tales inventou seu Teorema

Não pensou em Matemática

Pensava talvez no dilema

Ou quem sabe no poema




Quando Descartes inventou o Plano Cartesiano

Pensava muito mais naquele ano

Talvez a filosofia inserida pelo decano




Quando Einstein inventou as teorias relativistas

O Tempo e o Espaço deixaram de ser realistas

2001 uma Odisseia no espaço ?

Será que ele nos deixou outras pistas?


"Poema Matemático" 22/06/2016   Manuel Augusto Vieira Junior

sábado, 4 de junho de 2016

Matemática em poema


Oh matemática!
Quanto é difícil te poematizar
Nada que eu queira falar
Me ajuda a explicar.
Oh matemática!
Quero falar de Baskara
Mas não saberia falar.
Apenas dizer que a soma
Dos quadrados dos catetos
É igual a hipotenusa ao quadrado
Não bastaria para explicar
O que pertence a trigonometria.
Oh matemática!
Quantos prismas e argumento
Nossa, quanto é o aumento
Dos meus inúmeros pensamentos.
Oh matemática!
Complexos, exatos, certos.
Vocês que dizem
Que és difícil de calcular
Pois não sabem
O quanto é difícil te p03m4t1z4r.

"Matemática em poema"  04/06/2016  - Bruna Naumann


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Anarquia declarada

Cansado estou de tantas regras.
A sociedade é feita delas.
Regras são regras, como diz
o famoso e indissolúvel jargão.          
Eca!!! Estou farto de coisas quadradas
e que me lembrem... uma farta série de regras. 
Viajarei para a anarquia e deitarei na bagunça da liberdade,
pois de regras e ordem o mundo está cheio.
Digo isto de alma saturada; por ser preso por algemas
de autocráticos e de maníacos pelo poder,
que um dia foram subordinados!
Mas que de muitos agora fazem de escravos. 


Fonte: Gabriel Meiller Nunes, 30/05/2016 "Anarquia declarada".

domingo, 29 de maio de 2016

Carta ao Tempo



De fato, querido amigo, e com plena certeza, vejo-me torturado por seu ritmo constante,
perpétuo e cronológico  matinal. Tornando-me refém de seus minutos, perco as estribeiras ao ser ludibriado por seu lento e enganoso compasso. Querendo apressá-lo, esbarro com a simples realidade de não ter controle sobre ti. Finalmente cai o início da tarde e torno-me seu fiel amigo; poucos minutos depois sou traído ao perdê-lo de vista com toda sua rapidez e agilidade. 
Recobro forças e sigo seu percalço, porém, está tarde de mais e o que me resta é revê-lo ao amanhecer. Sou desconcertado com seu simples compasso estático. Dando-me conta de tudo isto em sonho, te vejo pela manhã, ouvindo a sirene do ingrato despertador.


Fonte: Gabriel Meiller Nunes, 29/05/2016 "Carta ao Tempo".

Ironia Parlamentar


Ando em meio a prisão e vejo criminosos de todo padrão;
mas eles apontam para outra direção.
Os verdadeiros bandidos andam de terno e gravata.

Dentro do parlamento, chegando de limousine e  vinho tinto.
Desvio de dinheiro é comum ao expectador, assistindo no jornalismo

as notícias sobre a política brasileira.
Desilusão torna-se mãe do conformismo.

Duras são as palavras contra os democratas,
mas pesada é a realidade de que a corrupção não define-se em classe social ,
étnica ou cultural. Mas está presente no moralista que clama por justiça.
Porém, na rotina torna-se deveras corrupto, igual aos bandidos de terno e gravata.
Onde está a então diferença? Um está no parlamento e o outro na bancada.


Fonte: Gabriel Meiller Nunes, 29/05/2016 "Ironia Parlamentar"

Adjetivos de um homem irado


 Fui ao zoológico e vi um leão. Mais tarde fui trabalhar e vi
que o verdadeiro bicho a temer não se encontra no zoológico
ou nas selvas, mas nas cidades. Tenho medo do "bicho-homem".
Cruel, caluniador, inimigo do bem e amigo da discórdia.

Filhos da ira e viventes decaídos, cheios de ódio e afogados no próprio vomito.
Pode alguém escapar do primitivo caçador? Sim, aquele que caça ao seu irmão
é como o canibal que devora o seu próprio semelhante. 
Pior que o atual agressor é o atual oprimido, pois o amanhã o aguarda e o ciclo continua.
Alma nefasta é a que foi confrontada pelo escárnio e sobreviveu com sede de vingança,

 mas não reviveu a sua esperança.    
Ao fundo de versos pesados há um coração amargurado,

expondo por singelas letras a dor na alma.


Fonte: Gabriel Meiller Nunes, 29/05/2016 "Adjetivos de um homem irado".

domingo, 15 de maio de 2016

Questões amorosas

Amor, o que significa essa palavra para você?
Para a o Wikipédia é: "Uma emoção ou sentimento que leva uma pessoa a desejar o bem a outra pessoa ou a uma coisa".
Para o Olaf significa: “Colocar as necessidades de alguém acima das próprias necessidades”.
Para a Religião é amar o próximo, independente do que for, ou o amor constituído por um homem ou uma mulher.
Para a Filosofia é basicamente a busca da beleza e o puro prazer.
Para a Sociedade, não significa nada. O lance é “ficar”.
Para os Contos de Fadas se resume a encontrar seu “amor verdadeiro”, e viver feliz para sempre.
Para os Matemáticos: “Uma simples palavra de 4 algarismos ”.
Para a língua Portuguesa: vários significados! 


Fonte: Eduardo Vitor Rodrigues , 15/05/2016  " Questões amorosas". 

Uma sincera revolta hospitalar

Me encontro em meio a um hospital público chamado: "UPA", com pessoas néscias e abatidas. O convênio não é lá uma idealização para os plebeus da nova civilização, mas sim uma conquista a ser ganha. O governo não é, digamos, tão íntegro ou preocupado com lugares que aumentam o índice de vida de uma população saturada. A prova desta acentuada afirmação? Verbas para construções e reforma de estádios para sediar uma copa do mundo no país subdesenvolvido. Mas os heróis da nação futebolística viraram areia e esterco diante dos alemães. Enquanto isso, vejo choros e lamentos de atuais camponeses da idade contemporânea. Cujo destino se repete aos da idade média.
Veja bem você que não é um bom entendedor histórico ou quem sabe... nem concluiu o ensino fundamental. As histórias se repetem em épocas diferentes, porém mudam apenas os personagens. Como se fosse uma "malhação" da vida, se é que conheces novelas adolescentes.
Mas o assunto central continua em exposição: desigualdade... definindo-se  na sarcástica e intrínseca distribuição de renda brasileira: 50% para 90% da população e outros 50%  monetários para 10% de ricos. Onde está nosso "
Robin Hood " nesse momento de necessidade ou heróis que idealizamos para sonhar e fugir um pouco da realidade?
Desculpe a expressão, mas não sou um pessimista ou crítico de plantão, mas indignado em meio a corrupção de políticos narcisistas.
O romantismo da primeira geração, caro literário, teve  coragem de sonhar, mas seu herói era o índio; que não pôde fazer lá muitas coisas, convenhamos. Levanto a seguinte questão: iremos nos esconder atrás de heróis de areia que logo desmoronam em conflito com a realidade ou a enfrentamos com dolorosa causa e perdemos: tempo, família e nossa esperança?  

Explicarei: segundo a história e os dados imutáveis do passado, cada revolução gloriosa e com êxito que mudou uma civilização e um sistema, tem um preço. Melancólico e alto a ser pago, mas que remete outra síntese. O pai da sociologia que confirme em alto e bom som, literário é claro, pois sua fala se extinguiu na sua mortalidade.

Fonte: Gabriel Meiller Nunes, 15/05/2016 "Uma sincera revolta hospitalar".


O maior dos dragões menores

                      

O dragão real era o dono da montanha. Ninguém era mais forte e mais majestoso do que ele. Todos os outros dragões, de porte menor e cores menos flamejantes, eram seus vassalos e cumpriam as vontades extravagantes do dragão rei. Um dia, porém, um dragonete menor, atrevido que só, resolveu confrontar a majestade. Os outros avisaram e disseram: "Não faça isso, acabará queimado!", mas o dragonete não deu ouvidos. "Sou tão forte quanto o grandão".
Lá foi ele, montanha acima, com toda sua pretensa pompa, atazanar o rei. "Dragão, sou tão forte quanto você. Dê-me uma chance para provar meu valor e, se conseguir, reinaremos juntos esta montanha". O dragão real ficou intrigado com a proposta do dragonete, tão minúsculo e insignificante que um mero espirro seu acabaria com ele. "Pois bem", respondeu, "mostre-me sua força. Faça chover fogo nesta sala e faça com que este fogo me queime". O dragão menor, confiante em si mesmo, tomou fôlego e soprou. E soprou. E soprou. E pouca coisa aconteceu. Uma labareda aqui, outra ali, uma língua de fogo acolá. Seu pequeno porte e seu pequeno fogo não fizeram nem cócegas em sua majestade.
O dragão real riu uma risada espantosa. E ele mesmo então cuspiu. E o dragonete desapareceu.
Moral: seja atrevido, mas não imprudente.






Fonte: Ana Grant , 15/05/2016  " O maior dos dragões menores".












A vida como (dizem que) ela é



“A vida é uma só”, dizem. “Não há nada além disso”, dizem. “Devemos aproveitar cada momento como se fosse o último”, dizem. Mas o fato é, que em nossa sociedade é difícil se desapegar da rotina. Aquela que todos temos, nossa companheira de todas as horas, que não nos deixa por mais que não a queiramos mais.
A regra social é clara: cada um tem aquilo que merece, trabalhando para consegui-lo. Então, trabalhamos, trabalhamos, trabalhamos e, se não conseguimos nada, trabalhamos um pouco mais. A vida se perde em meio a tanto trabalho, a tantas horas gastas focando em um objetivo maior, que parece sempre mais distante a medida que ficamos mais cansados, mais desgastados e trabalhando mais. Os pequenos prazeres se tornam supérfluos, o mais tarde nunca chega. O pequeno apartamento parece cada vez menor, o carro do ano de há seis anos ainda precisa de reparos e a rotina permanece a mesma. A rotina parece certa, pois é a única conhecida e é preciso ter foco para conseguir algo na vida.
Essa rotina, porém, nos mata aos poucos. Ela vai nos afogando e nos asfixiando e nos estrangulando. Nós não pensamos mais que existe um mundo inteiro fora da bolha na qual estamos presos. Que a vida é maior do que um posto de trabalho, um apartamento novo e maior e mais caro, uma viagem para um destino clichê. Mas não nos lembramos disso. Estamos tão imersos nesse sistema falido, de trabalhar para viver e viver para trabalhar, que a mera ideia de quebrar esse ciclo vicioso se torna impossível.
Nos acostumamos a achar que não vale a pena lutar por algo melhor do que já se tem. A gente se acostuma a se acostumar, a não mudar, a ficar inerte. Mas o mundo lá fora é tão maior do que as coisas que conhecemos. As experiências, tão mais interessantes do que aquilo que já experimentamos. Os sons, os gostos, os cheiros, as sensações, a vida em si, é tão mais além da rotina cansativa, repetitiva, sem fim.


Fonte: Ana Grant  , 15/05/2016.  " A vida como (dizem que) ela é" .

Cinzas Poéticas



De onde vem a inspiração de um poeta ou como brotam tais palavras 

astutas e sagazes, definindo com exatidão a vida em devassidão?        

Será mera loucura da invenção ou um catálogo de palavras 

tiradas de um pronto dicionário? 


Talvez o clássico improviso, essência da alma do poeta;
simples talento nasce através de uma vida.


Estapafúrdia quem sabe, ou talvez simplista, 
mas interessante. A alma poética tira versos 
das mais densas cinzas do cotidiano conturbado  
ou das mais diversas crises internas. 

A verdadeira arte do poeta exporta da alma letras singelas e precisas,

mesmo que para si; talvez para sua amada ou para seu caixão,
que o lembra ser simples mortal; por isso rima com alma e coração.

Fonte: Gabriel Meiller Nunes , 15/05/16 "Cinzas Poéticas".  

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Um singelo poeta

O insensato interroga com zombaria: ” Pra que serve a poesia?"

Para que serve a voz senão para... expressar?

O poema: grito da alma de um poeta!


Grito de horror dos aterrorizados de espírito.

Melancolia para os de coração partido.

Exacerbado de alegria para os que vivem fora da sociedade de alma trivial,

vivendo presa no normal.

Um soneto de amor para os que foram seduzidos por outra dimensão.

Talvez a prosa de loucos que se encontraram  no mundo dadaísta e fogem da sociedade racionalista.


Versos nascem a cada estado de alma, tirando da realidade cruel o homem ludibriado pelo jogo da vida.

Um infalível esconderijo do mundo dos racionalistas.

Fonte: Gabriel Meiller Nunes, 09/05/2016  "Um singelo Poeta".



Poema negro em versos brancos

No escuro correntes prendem-me os pés.
Não bastasse de escura minha pele reles.
Quando sorrio trago o brilho das estrelas
em meio à escuridão total, tornando-me mortal.
A  África clama do outro lado do atlântico.
Exclama com grande veemência:
“Ai desses que roubam meus filhos,
nascidos em terra cor de barro;
que em suas peles está expressa
a cor da noite escura e brilhante”!
No lado de cá o branco puro
torna-se preto carvão, expressando
através de açoites em meio ao trabalho árduo,
a verdadeira intenção no coração.

Fonte: Gabriel Meiller Nunes, 09/05/16  "Poema negro em versos brancos".



sábado, 7 de maio de 2016

Sã loucura

"Que tal falarmos um pouco de loucura?" 
 Assim talvez diria  alguém enfadonho da razão. 
Mas percebe-se a tendência invariável do racionalista 
em achar o concreto na pura razão, irracionalidade 
a ele transcende a razão e se torna  doses de pura banalidade.


Um milagre seria talvez algo supérfluo e escrupuloso, 
ao deparar-se com ele deve-se ser cuidadoso. 
Blá! Cansei de normais e racionais, são todos comuns, 
dentro do senso e da sensatez.


Um pouco de humor sádico e louco faria bem a minh'alma, 
talvez uma bela conferência dadaísta e peças sem sentido 
tiraria-me do círculo vicioso do mundo tedioso.  


Um louco no hospício, embora atípico, seria meu amigo. 
Mas deleito-me em loucos soltos por aí,  
saindo do limite civilizado ou enquadrado e 
mostrando sempre que sã loucura 
torna-se melhor que sabedoria débil.



Fonte: Gabriel Meiller Nunes,  05/05/2016   " Sã loucura".