segunda-feira, 9 de maio de 2016

Poema negro em versos brancos

No escuro correntes prendem-me os pés.
Não bastasse de escura minha pele reles.
Quando sorrio trago o brilho das estrelas
em meio à escuridão total, tornando-me mortal.
A  África clama do outro lado do atlântico.
Exclama com grande veemência:
“Ai desses que roubam meus filhos,
nascidos em terra cor de barro;
que em suas peles está expressa
a cor da noite escura e brilhante”!
No lado de cá o branco puro
torna-se preto carvão, expressando
através de açoites em meio ao trabalho árduo,
a verdadeira intenção no coração.

Fonte: Gabriel Meiller Nunes, 09/05/16  "Poema negro em versos brancos".



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