"Que tal falarmos um pouco de loucura?"
Assim talvez diria alguém enfadonho da razão.
Mas percebe-se a tendência invariável do racionalista
em achar o concreto na pura razão, irracionalidade
a ele transcende a razão e se torna doses de pura banalidade.
Um milagre seria talvez algo supérfluo e escrupuloso,
ao deparar-se com ele deve-se ser cuidadoso.
Blá! Cansei de normais e racionais, são todos comuns,
dentro do senso e da sensatez.
Um pouco de humor sádico e louco faria bem a minh'alma,
talvez uma bela conferência dadaísta e peças sem sentido
tiraria-me do círculo vicioso do mundo tedioso.
Um louco no hospício, embora atípico, seria meu amigo.
Mas deleito-me em loucos soltos por aí,
saindo do limite civilizado ou enquadrado e
mostrando sempre que sã loucura
torna-se melhor que sabedoria débil.

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