domingo, 15 de maio de 2016

Uma sincera revolta hospitalar

Me encontro em meio a um hospital público chamado: "UPA", com pessoas néscias e abatidas. O convênio não é lá uma idealização para os plebeus da nova civilização, mas sim uma conquista a ser ganha. O governo não é, digamos, tão íntegro ou preocupado com lugares que aumentam o índice de vida de uma população saturada. A prova desta acentuada afirmação? Verbas para construções e reforma de estádios para sediar uma copa do mundo no país subdesenvolvido. Mas os heróis da nação futebolística viraram areia e esterco diante dos alemães. Enquanto isso, vejo choros e lamentos de atuais camponeses da idade contemporânea. Cujo destino se repete aos da idade média.
Veja bem você que não é um bom entendedor histórico ou quem sabe... nem concluiu o ensino fundamental. As histórias se repetem em épocas diferentes, porém mudam apenas os personagens. Como se fosse uma "malhação" da vida, se é que conheces novelas adolescentes.
Mas o assunto central continua em exposição: desigualdade... definindo-se  na sarcástica e intrínseca distribuição de renda brasileira: 50% para 90% da população e outros 50%  monetários para 10% de ricos. Onde está nosso "
Robin Hood " nesse momento de necessidade ou heróis que idealizamos para sonhar e fugir um pouco da realidade?
Desculpe a expressão, mas não sou um pessimista ou crítico de plantão, mas indignado em meio a corrupção de políticos narcisistas.
O romantismo da primeira geração, caro literário, teve  coragem de sonhar, mas seu herói era o índio; que não pôde fazer lá muitas coisas, convenhamos. Levanto a seguinte questão: iremos nos esconder atrás de heróis de areia que logo desmoronam em conflito com a realidade ou a enfrentamos com dolorosa causa e perdemos: tempo, família e nossa esperança?  

Explicarei: segundo a história e os dados imutáveis do passado, cada revolução gloriosa e com êxito que mudou uma civilização e um sistema, tem um preço. Melancólico e alto a ser pago, mas que remete outra síntese. O pai da sociologia que confirme em alto e bom som, literário é claro, pois sua fala se extinguiu na sua mortalidade.

Fonte: Gabriel Meiller Nunes, 15/05/2016 "Uma sincera revolta hospitalar".


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