quarta-feira, 22 de junho de 2016

Uma cidade para o cidadão

Ao observar a construção ou o crescimento das grandes cidades, percebemos que os governos de uma forma geral, não se preocupam em distribuir o espaço a favor da qualidade de vida das pessoas.As grandes obras têm sempre como foco a infraestrutura que na maioria favorece empresas, outras são habitação e saúde, mas não espaços de uso coletivo para lazer ou cultura, nas habitações populares simplesmente não existe uma quadra poliesportiva, uma praça para prática de esportes como skate, bicicleta, patins nem mesmo um lugar onde se possa comer.                                                 
Transformar o espaço sem levar em consideração a história e a qualidade de vida da população local, implica em várias consequências sociais; uma ação a favor de um setor gera vários outros impactos que não são levados em conta pelas políticas públicas. A grande questão a ser discutida é que apenas trabalhar para conseguir certo padrão de vida estipulado pelo consumismo,  não está atrelada a felicidade. Lazer e a cultura são importantes, não devemos associar a felicidade apenas aos bens materiais, mas ao bem estar e o bem fazer. Para isso precisamos proporcionar uma cidade onde  as pessoas façam parte e que possam usar o espaço a favor delas, que elas se conheçam e tenham algo em comum.                                                                                                                              
A simples falta de tempo livre e um lugar onde passar esse tempo, pode implicar em doenças físicas e mentais afetando as famílias e o local onde vivem. Há iniciativas de mudar essa realidade acontecendo, como na cidade de São Paulo, por exemplo, mas acredito que ainda é um movimento isolado que deve ser multiplicado. As cidades deveriam ser, em primeiro lugar, dos cidadãos e o espaço deveria estar a seu favor e a sua qualidade de vida. Mas o que vemos acontecer é exatamente o contrário, as pessoas estão cada vez mais reféns de suas casas, impedidas de varias ações em praças e parques, usam até mesmo a arquitetura contra a população. Os governos que deveriam criar politicas a favor da maioria, continuam a favorecer aqueles que investem em suas campanhas e não naqueles que dão os seus votos.  

"Uma cidade para o cidadão"  22/06/2016 Luis Thadeu Z. Tavares

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