O dragão real era o dono
da montanha. Ninguém era mais forte e mais majestoso do que ele. Todos os
outros dragões, de porte menor e cores menos flamejantes, eram seus vassalos e
cumpriam as vontades extravagantes do dragão rei. Um dia, porém, um dragonete
menor, atrevido que só, resolveu confrontar a majestade. Os outros avisaram e
disseram: "Não faça isso, acabará
queimado!", mas o dragonete não deu ouvidos. "Sou tão forte quanto o
grandão".
Lá foi ele, montanha
acima, com toda sua pretensa pompa, atazanar o rei. "Dragão, sou tão forte
quanto você. Dê-me uma chance para provar meu valor e, se conseguir, reinaremos
juntos esta montanha". O dragão real ficou intrigado com a proposta do
dragonete, tão minúsculo e insignificante que um mero espirro seu acabaria com
ele. "Pois bem", respondeu, "mostre-me sua força. Faça chover
fogo nesta sala e faça com que este fogo me queime". O dragão menor,
confiante em si mesmo, tomou fôlego e soprou. E soprou. E soprou. E pouca coisa
aconteceu. Uma labareda aqui, outra ali, uma língua de fogo acolá. Seu pequeno
porte e seu pequeno fogo não fizeram nem cócegas em sua majestade.
O dragão real riu uma
risada espantosa. E ele mesmo então cuspiu. E o dragonete desapareceu.
Moral:
seja atrevido, mas não imprudente.
Fonte: Ana Grant , 15/05/2016 " O maior dos dragões menores".
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