"...Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó."
-Cazuza.
O mundo é um moinho, moedor de ganâncias e esperanças; onde tudo se perde e também se ganha, onde para um nasce a alegria e para outro desaba a tristeza. O que dizer? "Mundo, mundo, vasto mundo... se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução", constatou Drummond. Assim, nem só de soluções vive o homem, mas da dúvida constante e também do amaciante das certezas que aparecem ao final de cada crise, de cada noite obscura perdida remoendo e moendo pensamentos. Assim, se o mundo não fosse um moinho, a alegria seria banalizada; os momentos de paz... um tédio; o defecar sem o tempo de se segurar... um inferno! Entre dores e alívios, já dizia Schopenhauer, há a felicidade possível na terra dos vivos.
-Gabriel Meiller Nunes
Imagem em:
<http://joseluizalmeida.com/wp-content/uploads/2009/10/moinhodevento-867-1024x768.jpg>
Acesso: maio, 2018.
"O poema: grito da alma de um poeta." - Esse slogan se estende a todos nós, alunos da Unimes, que temos um lado poético e saturado de criatividade. Gritamos através da poesia ou de qualquer outro gênero textual, expressando que todos somos poetas contemporâneos.
segunda-feira, 14 de maio de 2018
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Manifesto Proletário
A nação para perplexa.
Os trabalhadores guerreiam na grande selva de pedra.
Oh Brasil, pátria amada? Talvez, diz o proletário exaurido
de tanto gastar suas forças para gerar capital;
enquanto isso a burguesia enriquece em cima da mais valia.
Somos guerreiros, amamos a pátria, sim!!!
Mas os carrascos se corromperam no planalto
e as armas da nossa milícia é o manifesto.
Será os votos nulos uma resposta?
Ou talvez protestos seguidos de quebradeira?
Brasil, o escárnio da humanidade;
escarnecem de nós os países do exterior.
E a vergonha é companheira do nosso dia a dia.
País de poucos ricos e muitos pobres.
Culpamos a quem?
Ao bicho-homem; animal racional,
porém mais sagaz que um leão na caça.
Resta a nós clamar aos céus por causa da desgraça...
buscando talvez um pouco de graça.
"Manifesto Proletário" 17/10/2016 Gabriel Meiller Nunes
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Uma cidade para o cidadão
Ao observar a construção ou o crescimento das grandes cidades, percebemos que os governos de uma forma geral, não se preocupam em distribuir o espaço a favor da qualidade de vida das pessoas.As grandes obras têm sempre como foco a infraestrutura que na maioria favorece empresas, outras são habitação e saúde, mas não espaços de uso coletivo para lazer ou cultura, nas habitações populares simplesmente não existe uma quadra poliesportiva, uma praça para prática de esportes como skate, bicicleta, patins nem mesmo um lugar onde se possa comer.
Transformar o espaço sem levar em consideração a história e a qualidade de vida da população local, implica em várias consequências sociais; uma ação a favor de um setor gera vários outros impactos que não são levados em conta pelas políticas públicas. A grande questão a ser discutida é que apenas trabalhar para conseguir certo padrão de vida estipulado pelo consumismo, não está atrelada a felicidade. Lazer e a cultura são importantes, não devemos associar a felicidade apenas aos bens materiais, mas ao bem estar e o bem fazer. Para isso precisamos proporcionar uma cidade onde as pessoas façam parte e que possam usar o espaço a favor delas, que elas se conheçam e tenham algo em comum.
A simples falta de tempo livre e um lugar onde passar esse tempo, pode implicar em doenças físicas e mentais afetando as famílias e o local onde vivem. Há iniciativas de mudar essa realidade acontecendo, como na cidade de São Paulo, por exemplo, mas acredito que ainda é um movimento isolado que deve ser multiplicado. As cidades deveriam ser, em primeiro lugar, dos cidadãos e o espaço deveria estar a seu favor e a sua qualidade de vida. Mas o que vemos acontecer é exatamente o contrário, as pessoas estão cada vez mais reféns de suas casas, impedidas de varias ações em praças e parques, usam até mesmo a arquitetura contra a população. Os governos que deveriam criar politicas a favor da maioria, continuam a favorecer aqueles que investem em suas campanhas e não naqueles que dão os seus votos.
"Uma cidade para o cidadão" 22/06/2016 Luis Thadeu Z. Tavares
Conflitante mente divagante
Como é bem humano sermos humanos.
Humanidade, sinônimo de erro; cheia de vaidade.
Somos todos seres errantes e mega variantes.
Deveras extravagantes, no ato de andar
como gigantes, de modo assaz errante.
Sonhamos em ser romanos, ao menos um pouco
menos humanos, mas dominantes e imperiosos.
Somos escravos em nossa própria liberdade, livre arbítrio
ou coisa do tipo.
Soberania divina? "Apenas a nossa!" exclama nosso ego inflado.
Porém estupefato diante das fraquezas que nos dilaceram e
nos conduzem à sepultura e ao sheol dos dias atuais.
Com o passar do tempo e a razão estapafúrdia, martelando
em nossas mentes, clima gélido e pragmático... clama o grito
da razão: "Sou pó; nada mais, porém nada a menos!"
"Conflitante mente divagante" 22/06/2016 - Gabriel Meiller Nunes
Humanidade, sinônimo de erro; cheia de vaidade.
Somos todos seres errantes e mega variantes.
Deveras extravagantes, no ato de andar
como gigantes, de modo assaz errante.
Sonhamos em ser romanos, ao menos um pouco
menos humanos, mas dominantes e imperiosos.
Somos escravos em nossa própria liberdade, livre arbítrio
ou coisa do tipo.
Soberania divina? "Apenas a nossa!" exclama nosso ego inflado.
Porém estupefato diante das fraquezas que nos dilaceram e
nos conduzem à sepultura e ao sheol dos dias atuais.
Com o passar do tempo e a razão estapafúrdia, martelando
em nossas mentes, clima gélido e pragmático... clama o grito
da razão: "Sou pó; nada mais, porém nada a menos!"
"Conflitante mente divagante" 22/06/2016 - Gabriel Meiller Nunes
Zona de conforto
É bem verdade que a gente se acostuma com o que nos acontece no nosso dia-a-dia e acabamos aceitando mesmo o que nos deixa insatisfeitos por conta do comodismo e medo de assumir novos desafios que nem sempre podem ser o melhor para nós.
O novo pode parecer assustador, por conta do medo que atribuímos pelo o que pode estar por vir, mas além de assustador, o novo também pode trazer uma sensação de luto num processo de mudança.
Toda mudança traz muita alteração na vida das pessoas, que pode ser um pouco desconfortante no início, mas vale lembrar que as mudanças além de bem-vindas, são também necessárias para uma vida saudável e feliz.
Embora o medo seja da natureza humana, vale a pena desafia-la, para termos a chance de nos reinventar. Sendo assim, colocar o medo à frente de nossos sonhos, pode ser um dos grandes obstáculos para as mudanças acontecerem. Por nos trazer a sensação de segurança; e a mudança o medo.
Sair da zona de conforto pode parecer mais difícil do que imaginamos, por que além de ter que vencer o medo, ainda tem que carregar as lembranças e costumes do dia-dia que pode resultar numa sensação de luto. Se desligar de nossos hábitos, pode levar um pouco tempo, e preciso nos programar novamente, como dar um apague em tudo que fazíamos e repensar no que vamos fazer. Mesmo com tantas dificuldades a serem vencidas, toda mudança é benéfica, mesmo ela não atendendo as nossas expectativas. Mas teremos a consciência que tentamos fazer algo por nós, e, além disso, aprender que temos que estar abertos a mudanças.
"Zona de Conforto" - Emilene de Moura Jeremias - 22/06/2016
Poema Matemático
Quando Pitágoras inventou seu Teorema
Não pensou em Matemática
Pensou em números
A Civilização o reconheceu no mundo antigo
Bem como no Renascimento
Quando Tales inventou seu Teorema
Não pensou em Matemática
Pensava talvez no dilema
Ou quem sabe no poema
Quando Descartes inventou o Plano Cartesiano
Pensava muito mais naquele ano
Talvez a filosofia inserida pelo decano
Quando Einstein inventou as teorias relativistas
O Tempo e o Espaço deixaram de ser realistas
2001 uma Odisseia no espaço ?
Será que ele nos deixou outras pistas?
"Poema Matemático" 22/06/2016 Manuel Augusto Vieira Junior
sábado, 4 de junho de 2016
Matemática em poema
Oh matemática!
Quanto é difícil te poematizar
Nada que eu queira falar
Me ajuda a explicar.
Quanto é difícil te poematizar
Nada que eu queira falar
Me ajuda a explicar.
Oh matemática!
Quero falar de Baskara
Mas não saberia falar.
Apenas dizer que a soma
Dos quadrados dos catetos
É igual a hipotenusa ao quadrado
Não bastaria para explicar
O que pertence a trigonometria.
Quero falar de Baskara
Mas não saberia falar.
Apenas dizer que a soma
Dos quadrados dos catetos
É igual a hipotenusa ao quadrado
Não bastaria para explicar
O que pertence a trigonometria.
Oh matemática!
Quantos prismas e argumento
Nossa, quanto é o aumento
Dos meus inúmeros pensamentos.
Quantos prismas e argumento
Nossa, quanto é o aumento
Dos meus inúmeros pensamentos.
Oh matemática!
Complexos, exatos, certos.
Vocês que dizem
Que és difícil de calcular
Pois não sabem
O quanto é difícil te p03m4t1z4r.
Complexos, exatos, certos.
Vocês que dizem
Que és difícil de calcular
Pois não sabem
O quanto é difícil te p03m4t1z4r.
"Matemática em poema" 04/06/2016 - Bruna Naumann
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